Chapecó produz carne suficiente para alimentar o Brasil 14 vezes e lidera produção em Santa Catarina
Chapecó é o maior produtor de carne de SC. Foto: Divulgação/Prefeitura de Chapecó/ND Mais
Com mais de 588 mil toneladas de proteína animal por ano, Chapecó é o maior produtor de carnes de Santa Catarina e concentra uma das principais cadeias agroindustriais do país.
Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, produziu mais de 588 mil toneladas de proteína animal em um ano e consolidou a liderança como o maior produtor de carnes do estado. O volume é suficiente para servir uma refeição à população brasileira cerca de 14 vezes ao longo de um ano, conforme dados da Epagri/Cepa.
A produção reúne carne suína, de frango, peru e bovina. Segundo a Epagri/Cepa, o município registra um volume superior em mais de 50% ao do segundo colocado no ranking catarinense. O Grande Oeste também responde por cerca de 70% de todo o abate de suínos em Santa Catarina.
O que você precisa saber
- O fato: Chapecó é o maior produtor de carnes de Santa Catarina.
- Quando: Dados referentes à produção mais recente divulgada pela Epagri/Cepa.
- Onde: Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
- Importa porque: O município é um dos principais polos agroindustriais do Brasil e impulsiona a economia regional.
Chapecó concentra a maior produção de carnes de Santa Catarina
A base da produção está na suinocultura. Em 2025, aproximadamente 4,39 milhões de suínos foram abatidos no município, o equivalente a 26,5% de toda a produção catarinense. O resultado ultrapassou 410 mil toneladas de carne suína.
Chapecó também ocupa posição estratégica na produção de perus. O município é o único de Santa Catarina que realiza esse tipo de abate, concentrando as 70,7 mil toneladas produzidas no estado. Na avicultura de corte, soma 105,8 mil toneladas de carne de frango e aparece entre os principais produtores catarinenses. A bovinocultura completa a cadeia, com cerca de 1,6 mil toneladas.
Centro regional de processamento reúne animais de diversas cidades
Segundo Alexandre Luís Giehl, analista da Epagri/Cepa, a maior parte dos animais abatidos em Chapecó não é criada dentro do município. Apenas uma parcela dos suínos vem da zona rural local. A maior parte chega de dezenas de cidades do Oeste catarinense e até de outros estados, reforçando o papel de Chapecó como principal centro de processamento da região.
Metodologia das exportações altera o ranking comercial
Embora a carne produzida em Chapecó seja exportada para diversos países, os dados oficiais de comércio exterior costumam apontar cidades do litoral entre as líderes nas exportações. Isso acontece porque o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços contabiliza as vendas pelo CNPJ da empresa exportadora, geralmente localizado próximo aos portos, e não pela cidade onde ocorreu a produção.
Fim do ciclo da madeira impulsionou a agroindústria
Entre as décadas de 1930 e 1960, a economia do Oeste catarinense era baseada na exploração da madeira, especialmente da araucária. Com o esgotamento das florestas, a região iniciou um processo de transformação econômica.
Segundo o professor Sergio A. Migliorini, os moradores retomaram a produção de embutidos, carnes curadas e defumadas aproveitando a criação de suínos nas propriedades rurais. Empresários que atuavam na atividade madeireira passaram a investir na construção de frigoríficos, acelerando a industrialização da produção de alimentos.
Agroindústria movimenta empregos e atrai trabalhadores
O crescimento da agroindústria modificou a economia e a população de Chapecó. Empresas como Aurora Coop e BRF mantêm grandes operações industriais no município e sustentam uma demanda permanente por trabalhadores.
Esse movimento transformou Chapecó em um dos principais destinos de migrantes e imigrantes em Santa Catarina, com oportunidades em linhas de produção, logística, transporte e serviços ligados ao setor agroindustrial.
Santa Catarina lidera o abate de suínos no Brasil
Dados do IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2026 mostram Santa Catarina como líder nacional no abate de suínos, com participação de 28,1% do total brasileiro. Paraná aparece em segundo lugar, com 20,9%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 17,8%.
No centro dessa cadeia está a unidade da Aurora Coop em Chapecó, reconhecida como o maior frigorífico de suínos do Brasil. A planta opera por meio do modelo cooperativista e reúne milhares de produtores rurais integrados, consolidando o município como referência nacional na produção de proteína animal.
Fonte: ND Mais
