Produtores do Oeste de SC reforçam conservação do solo antes da previsão de Super El Niño em 2026

 Produtores do Oeste de SC reforçam conservação do solo antes da previsão de Super El Niño em 2026

Super El Niño leva produtores a reforçar medidas preventivas no Oeste catarinense. Foto: Amauri Salles/NDTV Record/ND Mais

Agricultores aceleram obras e adotam práticas de manejo para reduzir a erosão diante da previsão de chuvas acima da média na Região Sul.

Produtores rurais do Oeste de Santa Catarina estão antecipando medidas de conservação do solo diante da previsão de um Super El Niño no segundo semestre de 2026. Com expectativa de chuvas acima da média na Região Sul, agricultores buscam reduzir os riscos de erosão e preservar a fertilidade das áreas de cultivo.

Entre as ações adotadas estão a construção de terraços agrícolas, a manutenção da cobertura vegetal e o uso de adubação verde. Segundo técnicos da Epagri, essas práticas diminuem o escoamento superficial da água, favorecem a infiltração no solo e ajudam a proteger rios, nascentes e lavouras durante períodos de chuva intensa.

O que você precisa saber

  • O fato: Agricultores reforçam medidas para proteger o solo antes da chegada do El Niño.
  • Quando: Antes do segundo semestre de 2026.
  • Onde: Propriedades rurais do Oeste de Santa Catarina.
  • Importa porque: A conservação do solo reduz perdas por erosão e ajuda a manter a produtividade das lavouras.

Produtores antecipam obras para reduzir a erosão

Uma das principais medidas adotadas nas propriedades é a construção de terraços agrícolas. Essas estruturas diminuem a velocidade da água da chuva, aumentam a infiltração no solo e reduzem o escoamento superficial, um dos principais responsáveis pelos processos erosivos.

Na propriedade do agricultor Leonardo Dal Piva Zeni, no interior de Guatambu, o trabalho começou antes da mudança no padrão climático. Com orientação técnica da Epagri, os terraços foram implantados para preservar a camada fértil do solo e reduzir o transporte de sedimentos para rios e nascentes.

“Quando a gente fala em clima, sempre é uma incógnita. Nós da área rural sofremos bastante com isso. Estamos vendo as previsões de um El Niño muito forte e, dentro do possível, estamos tentando nos antecipar, desde a implantação de cobertura de inverno até um manejo verde para tentar segurar um pouco mais esse excesso de água”, afirmou o produtor.

Cobertura vegetal reforça a proteção das lavouras

A preparação não se limita aos terraços. Os produtores também investem em cobertura permanente do solo, cultivo de espécies de inverno e manejo com adubação verde. A vegetação reduz o impacto direto das gotas de chuva, desacelera a enxurrada e favorece a infiltração da água.

Segundo a Epagri, manter o solo coberto está entre as práticas mais eficientes para conservar sua estrutura e diminuir as perdas provocadas por eventos climáticos extremos.

Diferentes sistemas adotam medidas de conservação

Nas propriedades leiteiras, o uso de pastagens perenes mantém a superfície do solo protegida ao longo do ano. Na fruticultura, a cobertura vegetal entre as linhas de plantio reduz a erosão e ajuda a conservar a umidade.

Essas práticas também contribuem para reduzir o carreamento de sedimentos e preservar a qualidade dos recursos hídricos das propriedades rurais.

Solo conservado aumenta a resistência das lavouras

De acordo com os técnicos da Epagri, a conservação do solo permite manter água, nutrientes e matéria orgânica, fatores que influenciam diretamente a produtividade agrícola. Quando ocorre degradação, a capacidade produtiva tende a diminuir e aumentam os riscos de perdas durante períodos de clima extremo.

Enquanto acompanham as previsões meteorológicas para os próximos meses, agricultores do Oeste catarinense concentram esforços na conservação do solo para reduzir os impactos das chuvas previstas durante a atuação do El Niño na Região Sul.

Fonte: ND Mais

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