Terremoto de 7,4 deixa rastro de destruição na Colômbia; equipes correm contra o tempo em busca de sobreviventes

 Terremoto de 7,4 deixa rastro de destruição na Colômbia; equipes correm contra o tempo em busca de sobreviventes

Forte terremoto atingiu o oeste do país e provocou desabamentos, danos em estruturas e milhares de pessoas ainda não localizadas. Operações de resgate continuam em diferentes regiões.

A Colômbia enfrenta uma das maiores emergências naturais de sua história recente após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o oeste do país na manhã de segunda-feira (10). O tremor provocou desabamentos, danificou centenas de construções e mobilizou equipes de emergência em uma corrida contra o tempo para encontrar pessoas presas sob os escombros.

O epicentro foi localizado na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó. O abalo aconteceu às 7h34 no horário local e foi sentido em diversas partes da Colômbia, inclusive em cidades importantes como Cali, Pereira, Manizales e Quibdó. Os efeitos também foram percebidos em países vizinhos.

Destruição atinge cidades e áreas rurais

A força do terremoto provocou o colapso de prédios e residências e deixou diversas estruturas em condições que ainda precisam ser avaliadas por equipes técnicas.

Segundo levantamentos divulgados pelas autoridades e por agências internacionais, cerca de 1.600 edificações foram danificadas ou destruídas, enquanto dezenas de estruturas chegaram a desabar completamente. Hospitais, prédios públicos e outras instalações essenciais também sofreram impactos.

Em algumas localidades, a destruição dificultou o acesso das equipes de emergência. Estradas foram afetadas e determinadas áreas rurais permaneceram difíceis de alcançar, aumentando a preocupação com moradores que ainda não haviam conseguido contato com familiares ou autoridades.

Pereira, Cali e outras cidades do oeste colombiano estão entre as regiões que registraram impactos significativos. Em comunidades próximas ao epicentro, a situação é ainda mais delicada devido às dificuldades de acesso e à quantidade de estruturas danificadas.

Resgate acontece entre os escombros

Desde as primeiras horas após o terremoto, equipes especializadas foram mobilizadas para procurar sobreviventes.

Bombeiros, militares, policiais, profissionais de saúde e voluntários participam das operações. Em diversos pontos, os trabalhos precisam ser realizados com extrema cautela para evitar que novas partes de construções instáveis desabem sobre os próprios socorristas.

As equipes utilizam equipamentos de busca e, em algumas áreas, cães treinados para localizar pessoas sob os destroços.

Relatos divulgados por agências internacionais indicam que sobreviventes já foram retirados de áreas atingidas, enquanto familiares continuam aguardando informações sobre pessoas desaparecidas.

Milhares ainda são procurados

Um dos maiores desafios neste momento é determinar a dimensão real da tragédia.

O número de mortos e feridos aumentou rapidamente desde as primeiras horas após o terremoto. Ao mesmo tempo, milhares de pessoas foram registradas como desaparecidas ou ainda não haviam sido localizadas, especialmente em áreas onde as comunicações e o acesso foram prejudicados.

Por isso, os balanços oficiais podem mudar nas próximas horas conforme as equipes conseguem chegar a regiões isoladas e confirmar as informações.

A prioridade das autoridades permanece sendo localizar sobreviventes, prestar atendimento médico e retirar pessoas de estruturas consideradas perigosas.

Hospitais e infraestrutura também foram afetados

O terremoto atingiu serviços essenciais em diferentes pontos do país.

Hospitais e centros de atendimento médico registraram danos, enquanto equipes de saúde precisaram lidar simultaneamente com o aumento da demanda e com possíveis limitações estruturais.

Também foram registrados problemas em estradas, aeroportos e outros pontos da infraestrutura. Em algumas cidades, medidas emergenciais foram adotadas para facilitar a circulação de equipes de resgate e reduzir riscos durante a operação.

Risco continua mesmo depois do primeiro tremor

Embora o terremoto principal já tenha passado, o perigo ainda não terminou.

As autoridades continuam monitorando a ocorrência de réplicas. Esses novos tremores podem acontecer após um terremoto de grande magnitude e representam um risco especialmente elevado para construções que já foram enfraquecidas pelo primeiro abalo.

Por esse motivo, especialistas recomendam que moradores evitem entrar em imóveis que apresentem rachaduras graves, inclinação, partes desabadas ou qualquer outro sinal de comprometimento estrutural.

A população também deve acompanhar somente informações divulgadas por autoridades e órgãos oficiais, principalmente diante da grande quantidade de vídeos, números e informações não confirmadas que circulam pelas redes sociais.

Governo declara emergência e mobiliza recursos

Diante da dimensão da tragédia, o governo colombiano declarou emergência nacional e colocou as operações de resgate e assistência entre as prioridades imediatas.

A mobilização envolve forças de segurança, equipes médicas e estruturas de atendimento emergencial. Países estrangeiros também começaram a sinalizar apoio à Colômbia diante da necessidade de ampliar a capacidade de resposta.

Enquanto isso, as equipes seguem trabalhando nos locais atingidos.

Uma corrida contra o tempo

Mais de 24 horas depois do terremoto, a situação continua em evolução. Cada hora é considerada importante para as equipes que procuram pessoas desaparecidas.

O cenário encontrado pelos socorristas varia de acordo com a região: enquanto algumas cidades já iniciam os trabalhos de limpeza e avaliação dos danos, outras comunidades ainda enfrentam dificuldades para receber ajuda.

A prioridade agora é uma só: encontrar sobreviventes, atender os feridos e levar assistência às famílias atingidas.

As autoridades colombianas devem atualizar os números de mortos, feridos, desaparecidos e construções afetadas à medida que os trabalhos de resgate avançam.

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